Em meio à crise, o protagonismo das mulheres das favelas

Mônica Francisco *,  Jornal do Brasil

O trabalho das artesãs do Projeto Mulheres em Rede vai ganhar um portal onde empreendedoras preferencialmente irão tirar dúvidas sobre como gestar melhor seus negócios e acessar informações muito importantes fundamentais para o sucesso ou a continuidade do sucesso de seus negócios. A parceria entre a Asplande (Assessoria e Planejamento para o Desenvolvimento), Fundação Getúlio Vargas (Clínica do Direito), Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM área social) e UERJ (Instituto de Matemática e Estatística) vai possibilitar isso.

Uma plataforma que vai dar um novo suporte ao trabalho com moradoras das favelas da Zona Norte (Complexo do Borel, Formiga, Salgueiro e Turano), Zona Sul (Tabajaras/Cabritos, Babilônia e Chapéu Mangueira, Pavão-Pavãozinho e Cantagalo), além das mulheres da Zona Oeste e Baixada, integrantes da Rede Metropolitana de Mulheres empreendedoras.

O Projeto Mulheres em Rede foi mais um afetado por essa onda que varreu a Petrobras. Certamente, um daqueles que ficou entre melhores projetos apoiados, não irá mais ser financiado. Certamente, se não estivéssemos atravessando este período tão difícil, a história seria outra.

Mesmo assim, a ideia de arrebanhar parceiros e ampliar a ideia de trabalhar em rede está dando condições de se fazer essa ação tão importante para mulheres que cada vez mais vêm se vendo como empreendedoras que estão mudando a história de sua família, comunidade e ajudando o país à passar por esse momento.

São mulheres que estão virando o jogo, em meio a uma crise e mostrando a força das favelas no processo de empreender. No dia 28 de janeiro, elas se reunirão em um prédio da Praça XV, o Palong (Palácio das Ongs), hoje sob a coordenação do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e aprenderão mais um importante método de divulgação dos seus empreendimentos.

A escritora Elena Martinis, especialista em empreendedorismo feminino e autora do livro “Mulher de negócios: Faça Sua Empresa  Acontecer”, e que também é mais uma grande parceira nesta proposta, falará sobre o “Método PITCH”, ou a técnica de vender seu produto ou serviço no tempo de uma viagem de elevador.

Assim, em meio a essa crise que atravessa o país e o mundo, o protagonismo das mulheres das favelas do Rio de janeiro tem contribuído para gerar postos de trabalho e fazer a economia local e supralocal avançar e crescer.

“A nossa luta é todo dia. Favela é cidade. Não aos Autos de Resistência, à GENTRIFICAÇÃO, à REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL, ao RACISMO, ao RACISMO INSTITUCIONAL, ao VOTO OBRIGATÓRIO, ao MACHISMO, À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER e à REMOÇÃO!”

*Membro da Rede de Instituições do Borel, Coordenadora do Grupo Arteiras e Consultora na ONG ASPLANDE.(Twitter/@ MncaSFrancisco)

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