Gênero nas escolas pode mudar os altos índices de violência no Brasil

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Historicamente temos a dominação e subordinação em estado de opressão do homem pelos homens em várias esferas e categorias, e neste artigo visa à transformação das relações sociais do sexo através do tema, e a consequente mudança do domínio patriarcal.

A violência de gênero é reflexo do patriarcalismo, realidade que se configura em pleno século XXI, naturalizados nos ambientes familiares, em casa, como designar tarefas domesticas a somente a menina, e nos ambientes escolares, a divisão desigual ao acesso aos esportes, principalmente aqueles considerados popularmente masculinos.

Este tema é base da transformação da cultura machista, homofobia, lesbofobia, bifobia e transfobia, e promove a equidade de gênero e combate aos altos números de estupros e feminicidios e a qualquer outra violência desencadeada e motivada por preconceito contra alguma característica da pessoa agredida que a identifique como parte de um grupo discriminado.  O trabalho educativo é capaz de disseminar valores de igualdade e respeito, que compreende como universal a igualdade entre todos e o relacionamento do outro como um de nós, as mulheres e as multiplicidades das tipologias sexuais e gêneros existentes.

De acordo com o mapadaviolencia.org a taxa de homicídio é de 4,8 para 100 mil habitantes do Brasil, com 5º posição mundial em um grupo de 83 países. Dos 4.762 assassinatos de mulheres registrados em 2013 no Brasil, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo que em 33,2% destes casos, o crime foi praticado pelo parceiro ou ex. Essas quase 5 mil mortes representam 13 homicídios femininos diários em 2013.

O Mapa da Violência 2015 revela ainda que, entre 1980 e 2013, 106.093 brasileiras foram vítimas de assassinato. De 2003 a 2013, o número de vítimas do sexo feminino cresceu de 3.937 para 4.762, ou seja, mais de 21% na década.

A escola é um espaço para ser livre, aprender a conviver, e conhecer as diversidades, o primeiro momento da vida em que experimenta a relação de sociedade, e é essencial ser discutido para descontruir pré-conceitos estabelecidos de geração em geração. A sociedade trata como adjetos os que fogem da “normalidade”, padrão de comportamento moralmente desejado, a todas as pessoas que fogem do esperado em qualquer esfera da vida social, retrata no livro de Michel Foucault em História da Loucura na Idade Clássica. E esta massa fica exclusa da sociedade em grande parte são as que mais sofrem violência e restrições de direitos devido à conjugação dos vários preconceitos que enfrentam. Gênero, sexualidade e identidade de gênero não são criações ideológicas. Eles existem. É uma necessidade real de mudanças afirmativas, contra o aniquilamento de uma minoria massacrada por uma sociedade preconceituosa.

Por Cristiane Ágatha, Blumenau, para Desacato.info.

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