CPI dos Jovens discute assassinato de policiais no país

Por Senado Notícias

A vitimização da polícia no país será tema de audiência pública promovida pela CPI do Assassinato de Jovens nesta segunda-feira (5). O outro lado da violência revela que policiais, em sua maioria jovens e negros, também estão sendo assassinados em número significativo no Brasil. A taxa anual de mortalidade de um policial em serviço em São Paulo em 2013, por exemplo, foi de 41,8 por 100 mil policiais. Já no Rio de Janeiro, a situação é ainda pior. Conforme dados contabilizados pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol),114 agentes da lei, entre civis e militares, haviam sido assassinos em 2014 no estado, a maioria durante a folga. Somente a Polícia Militar, 96 foram mortos, em serviço ou em folga, o que dá uma taxa de 198 homicídios por 100 mil.

Senadora Lídice da Mata - Foto: Marcos Oliveira / Agência SenadoSenadora Lídice da Mata é a presidente da CPI do Assassinato de Jovens. Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado

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Criolo: ‘Desde que me entendo por gente vão pra favela assassinar jovens’

Por João Pedro Soares, Carta Capital

Para o rapper, atualmente em turnê pela Europa, redução da maioridade penal só ‘coloca no papel’ realidade vivida nas periferias

Em 2011, o rapper paulista Criolo lançava o disco Nó Na Orelha, que poderia ter sido o fim de sua carreira após mais de 20 anos de estrada, pois o dinheiro ganho com shows já não chegava para pagar as contas. O sucesso foi enorme. Quatro anos depois, Criolo faz a segunda turnê internacional de Convoque Seu Buda, seu terceiro álbum. Preocupado com a situação do povo brasileiro, Criolo afirma que a redução da maioridade penal é apenas uma regulamentação do que já é feito: “Desde que eu me entendo por gente, vão para favela assassinar jovens”.

 Criolo - Carta Capital
 Foto: Reprodução

Criolo comenta a realidade nas favelas e crava: ‘Não vamos fingir que não está acontecendo uma guerra civil no país’