Nem de menino, nem de menina Apenas brinquedos

Por Camilo Rocha, Nexo Jornal

Mães e pais estão dando bonecas para seus filhos e carrinhos para suas filhas. É uma tentativa de romper as pré-definições que vêm atreladas aos produtos destinados a crianças. A discussão em torno de brinquedos e gênero é tão importante que até o governo americano tem se posicionado sobre o tema. Para especialistas, a rotulação reforça preconceitos e limita as escolhas profissionais do futuro.

As discussões relacionadas a gênero estão em evidência em vários segmentos da sociedade hoje: no mundo da moda, no mercado de trabalho,na política. E ganham relevância também quando o assunto são as crianças e suas brincadeiras. Como se trata de seres humanos em formação, das raízes de comportamentos futuros, os temas adquirem aqui uma dimensão complexa e sensível. Para quem se debruça sobre o assunto, rotular brinquedos ou brincadeiras para “meninos” ou “meninas” tem reflexos em diversos aspectos que vão da perpetuação de preconceitos à limitação de opções de carreira profissional.

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