22 anos depois da chacina, Brasil tem 3,5 Candelárias por dia

Por Marina Baldoni Amaral, Flacso Brasil

O aumento real e constante da violência contra crianças e adolescentes e tentativas de retrocesso na legislação que protege os direitos dessa população marcaram os 22 anos da Chacina da Candelária. Duas décadas depois do massacre, o Brasil registra por ano mais de dez mil homicídios de crianças e adolescentes na mesma faixa etária das oito vítimas do massacre ocorrido no Rio de Janeiro em 1993 (11 a 19 anos). Isso equivale a dizer que ocorrem no país 3,5 Candelárias todos os dias. Este dados deram o tom das cerimônias que ocorrem em memória das vítimas da chacina, dias 22 e 23 de julho, no Rio de Janeiro.

Ato 23 anos Candelária Nunca Mais - Foto: Michelle CastilhoFoto: Michelle Castilho

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Movimento Candelária Nunca Mais faz ato dia 23 no Rio

Por Marina Baldoni Amaral, Flacso Brasil

Na noite de 23 de julho de 1993, policiais atiraram contra mais de 70 crianças e adolescentes sem-teto que dormiam próximo à Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro. Oito deles, com idades entre 11 e 19 anos, foram mortas no massacre. Hoje, 22 anos depois da Chacina da Candelária, a violência contra os jovens, principalmente pobres e negros, continua crescendo. Dados do Mapa da Violência mostram que o homicídio é a principal causa de morte de adolescentes de 16 e 17 anos no país.

Ato Movimento Candelária Nunca Mais - arte Guilherme Baldi

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