Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação acontece em abril

Vocês conseguem imaginar nosso dia a dia sem televisão, rádio, jornal, revista, internet? Nós também não! Os meios de comunicação têm muita influência sobre nossas escolhas cotidianamente, inclusive a “necessidade” de consumo. E este vilão é um grande estímulo à sociedade do “ter” fazendo com que principalmente crianças, adolescentes e jovens cresçam desejando comprar e serem reconhecidos por seus “bens”. Esta é uma das razões pelas quais muitas pessoas no Brasil e no mundo lutam pelo direito à comunicação. Entre as bandeiras defendidas por elas está a que os meios de comunicação sejam educativos e não estimulem o consumo desde a infância. Um dos eventos que discutirá este direito será o 2º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação. Marcado para acontecer de 10 a 12 de abril, em Belo Horizonte (MG), reunirá militantes de movimentos sociais, sindicais, estudantes, ativistas e cidadãos/cidadãs interessados/as no tema. O primeiro ENDC foi realizado em 2012, no Recife (PE). Reserve essa data e participe! Discutir o direito à comunicação é ampliar a democracia brasileira!

Todo mundo precisa de alguém

Para Lia Diskin, consumir em excesso é uma tentativa de suprir a carência de laços afetivos, cada vez mais escassos
“De onde surge essa fantasia de que eu não preciso de alguém? Claro que eu preciso”, afirma Diskin. “Como está seu irmãozinho? Costumava me perguntar o padeiro do bairro quando ia comprar pão em Buenos Aires”. A cofundadora da Associação Palas Athena Lia Diskin contou essa situação de sua infância para ilustrar o enfraquecimento dos vínculos afetivos na sociedade atual. A lembrança de Diskin integrou sua resposta ao questionamento ‘Quem é o ser antes do ter?’ durante uma roda de conversa sobre consumo consciente na Virada Sustentável.
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Foto: Kiko Ferrite

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