“Há no Rio um processo perverso de criminalização da pobreza”

Por Marcelo Pellegrini, Carta Capital

O Rio de Janeiro viveu, nas últimas semanas, uma série de arrastões em praias nobres da zona sul, sendo a maioria destas ações protagonizada por adolescentes. A onda de violência causou indignação e medo na população, e foi ampliada pela organização de grupos justiceiros formados por adolescentes de classe média nas redes sociais. Diante deste cenário de descontrole social, as autoridades agiram reforçando o policiamento e realizando bloqueios dos ônibus vindos dos subúrbios, ação que foi interpretada como ilegal pela Justiça. A proibição dos bloqueios irritou o governo, que acusou o Judiciário de “engessar a polícia”, e aumentou a sensação da população de que o governo é incapaz de combater a violência.

Marcelo Freixo - Tomaz Silva / Agência Brasil

Para Freixo, arrastões não podem ser minimizados, mas repressão precisa ser feita dentro dos limites da lei. Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

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