A democracia, a surdez e por que (infelizmente) nossos motivos ainda são os mesmos

Por Emicida, especial para Ponte Jornalismo
Muitas coisas acontecem em dez anos, inclusive nada. Num Brasil de desesperanças que covardemente amplia os poderes de seus bandidos favoritos, permitindo por exemplo que a lógica de extermínio das forças de segurança paulista se estenda para o território nacional, precisamos saber se estamos fazendo as perguntas corretas. Na última década, colocamos mais pretos e favelados em formaturas, em penitenciárias ou em caixões?  Creio que este “Freakonomics” macabro confirmaria a velha frase de Getúlio Vargas: “Quase sempre é fácil encontrar a verdade, difícil é depois de encontrá-la não tentar fugir dela”.

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‘Deus é uma mulher preta’: Um filme sobre as mães negras periféricas

Estudantes lançam campanha de financiamento coletivo para viabilizar filme “Deus”, que vai retratar o cotidiano de mães negras da periferia de São Paulo

Por  Thiago Gabriel, Revista Vaidapé

Foto: Divulgação

“Deus é uma mulher preta”. É a partir dessa formulação que Vinícius Silva, 25 anos, estudante de cinema na Universidade Federal de Pelotas, busca produzir um curta-metragem. A ideia do filme “Deus”, que vai trazer às telas o universo cotidiano de uma mãe negra na periferia de São Paulo, nasceu da própria trajetória pessoal de Vinícius, que será o primeiro de sua família a concluir um curso universitário.

“Minha vida deu várias voltas, já fiz muita coisa errada e voltei. Eu pensei: ‘como que eu consegui chegar aqui?’ Quando pesquisei a fundo minha história, a resposta caiu nas mulheres da minha família”, conta Vinícius. O filme irá retratar a rotina de sua tia, Roseli, trazendo, não apenas os aspectos negativos da vida na periferia de uma grande cidade, mas também todos os momentos de alegria que permeiam o dia a dia dessas mulheres.

Confira o trailer do curta:

 

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O discurso político de Emicida na Virada Cultural

Por Redação, Revista Fórum

“Aos bunda mole, um aviso: não é por que a gente tá sonhando que a gente tá dormindo”, afirmou o rapper em um discurso que abordou a violência contra a mulher e a violência policial, o racismo, a redução da maioridade penal e a greve dos professores em São Paulo; assista na íntegra

O rapper paulista Emicida, que desde o início da carreira se posiciona publicamente em relação a temas políticos e sociais, usou seu show na tarde deste domingo (21) da Virada Cultural, em São Paulo, para fazer um discurso que abordou temas que vão desde o racismo, passando pela violência policial e contra a mulher, até o tratamento dado pelo governo paulista à greve dos professores da rede estadual.

Emicida - Virada Cultural 2015 - Revista Fórum

Foto: Revista Fórum

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