Estudantes secundaristam realizam 41º Congresso Nacional da Ubes, de olho no futuro

Por Rede Brasil Atual

Começou ontem (12), em Brasília, o 41º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). O evento deve reunir cerca 10 mil estudantes, e vai até domingo (15), quando elegem a nova presidência da entidade. Criada há 67 anos, a Ubes tem importante papel na luta pela democracia e pela educação. A atual presidenta, Barbara Melo, em entrevista ao repórter Uélson Kalinoviski, para o Seu Jornal, da TVT, diz que Brasília foi escolhida para sediar o congresso por ter sido palco de lutas importantes travadas durante o seu mandato, em que ela destaca o combate às propostas de redução da maioridade penal e da ampliação da terceirização.

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Quando a periferia será o lugar certo, na hora certa?

Por Eliane Brum*, El País

A maior chacina de 2015, em São Paulo, mostra que as palavras começam a matar antes da morte e seguem assassinando os vivos depois

As fotos do 13 de agosto mostram mulheres lavando o sangue dos mortos com rodo, como nos filmes B de terror. Se o rio vermelho escorre pelos degraus, as palavras ecoam para além da extensa fila de cadáveres. Elas matam lentamente, como balas em câmera lenta, que perfuram os corpos, se espatifam por dentro e vão corroendo os órgãos. Dia após dia, dia após dia, dia após dia. Mata-se e morre-se também na linguagem. As palavras silenciam os mortos para além da morte. E calam os vivos, mesmo quando eles pensam gritar.

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Imprensa “inflama” debate sobre redução da maioridade, dizem especialistas

O destaque dado pelos meios de comunicação a infrações cometidas por adolescentes inflama o debate sobre a redução da maioridade penal e desperta na sociedade uma falsa necessidade de mais punição, avalia a vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko.

“A mídia que produz, magnifica, coloca aquela notícia e ela vai se repetindo. E ficam martelando que é uma injustiça e que os mais velhos se valem dos mais jovens”, destaca a especialista.

Para a vice-procuradora-geral da República, tanto o sistema de adolescentes quanto o penitenciário, de adultos, deveria mudar. “Acho que tínhamos que trabalhar, em relação a qualquer pessoa, em uma perspectiva socioeducativa, e não em uma perspectiva punitiva. Mas acontece que é muito forte na sociedade brasileira a sede por punição, tanto para os adultos quanto para os jovens”, criticou.

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