Criolo: ‘Desde que me entendo por gente vão pra favela assassinar jovens’

Por João Pedro Soares, Carta Capital

Para o rapper, atualmente em turnê pela Europa, redução da maioridade penal só ‘coloca no papel’ realidade vivida nas periferias

Em 2011, o rapper paulista Criolo lançava o disco Nó Na Orelha, que poderia ter sido o fim de sua carreira após mais de 20 anos de estrada, pois o dinheiro ganho com shows já não chegava para pagar as contas. O sucesso foi enorme. Quatro anos depois, Criolo faz a segunda turnê internacional de Convoque Seu Buda, seu terceiro álbum. Preocupado com a situação do povo brasileiro, Criolo afirma que a redução da maioridade penal é apenas uma regulamentação do que já é feito: “Desde que eu me entendo por gente, vão para favela assassinar jovens”.

 Criolo - Carta Capital
 Foto: Reprodução

Criolo comenta a realidade nas favelas e crava: ‘Não vamos fingir que não está acontecendo uma guerra civil no país’

Grajaú: mobilização contra a redução e pelos direitos da criança e do adolescente

 Para celebrar os 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e fortalecer a luta por direitos, a organização Cedeca Interlagos promove mais uma edição do SEMANCA – Semana de Mobilização dos Direitos da Criança e do Adolescente. O evento acontece nos dias 13, 15, 17 e 18 de julho, no Circo Escola Grajaú (Extremo Sul de São Paulo), e inclui debates, shows, peça de teatro, oficinas e a exposição “Todo dia é dia 18”. Os avanços e retrocessos obtidos nesses 25 anos do ECA, o combate ao genocídio da juventude negra e periférica, o enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes e o posicionamento contra a redução da maioridade penal são os temas discutidos nos encontros.

Periferia em Movimento - 25 anos ECA

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