Nação Hip Hop comemora 11 anos buscando ampliar protagonismo político

Por Railídia Carvalho, Portal O Vermelho

Dar voz à cultura hip hop e à periferia estão na essência da criação da Nação Hip Hop Brasil, entidade que comemorou 11 anos de existência na sexta (22) de janeiro. Em entrevista ao Portal Vermelho, o presidente e fundador, Beto Teoria, avaliou que a Nação, pelo perfil militante, contribuiu para a melhoria do país e que nas eleições deste ano o movimento terá candidatos disputando espaços nos parlamentos. “Amadurecemos e achamos que o movimento tem condições de contribuir mais”, afirmou Beto.  Quando a Nação foi criada a vontade dos militantes era de ampliar a atuação para além das fronteiras da prática cultural.

Encerramento do encontro que elegeu a nova direção da Nação Hip Hop Brasil

Encerramento do encontro que elegeu a nova direção da Nação Hip Hop Brasil. Foto: UJS

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“Maioridade não deveria ser a discussão”, afirma jovem do Jabaquara

Por Vagner Vital, Blog Mural/Folha de S.Paulo

Às 6h, o relógio dispara na casa de João Inácio,16. Aos poucos, o escuro na residência vai dando espaço às luzes acesas. O silêncio noturno se mistura ao barulho que vem da rua. Como uma orquestra, o bairro acorda. João é o primeiro a levantar. Como toda manhã, prepara a mochila, pega os livros e vai para a escola que fica a 600 metros de casa, no Jabaquara, zona sul da capital paulista. Assim como em muitas periferias, a iluminação pública é deficiente, o que faz o adolescente redobrar a atenção no caminho.

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Morador do Jabaquara, estudante cita episódios de preconceito racial (Foto: Vagner Vital/Blog Mural)

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Quando a periferia será o lugar certo, na hora certa?

Por Eliane Brum*, El País

A maior chacina de 2015, em São Paulo, mostra que as palavras começam a matar antes da morte e seguem assassinando os vivos depois

As fotos do 13 de agosto mostram mulheres lavando o sangue dos mortos com rodo, como nos filmes B de terror. Se o rio vermelho escorre pelos degraus, as palavras ecoam para além da extensa fila de cadáveres. Elas matam lentamente, como balas em câmera lenta, que perfuram os corpos, se espatifam por dentro e vão corroendo os órgãos. Dia após dia, dia após dia, dia após dia. Mata-se e morre-se também na linguagem. As palavras silenciam os mortos para além da morte. E calam os vivos, mesmo quando eles pensam gritar.

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Haddad e Ministério Público firmam acordo para combater violência contra jovens negros

Por Redação RBA

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), assinou hoje (29) um termo de cooperação com o Ministério Público Estadual (MPE) para combater a violência contra a juventude negra da capital paulista. A parceria vai reforçar ações de cultura, educação e suporte às vítimas, implementadas por meio do programa Juventude Viva, que tem apoio do governo federal.

Fábio Arantes/SECOM

Haddad

As Mães de Maio oficializaram ao prefeito a entrega de sete propostas para garantir direitos para jovens negros

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18 vozes adolescentes contra a redução da maioridade penal

Via Portal Aprendiz – Matéria produzida em parceria com o Centro de Referências em Educação Integral e o Promenino.

Nas horas mortas da madrugada, acontece muita coisa no Brasil. Na calada da última noite, o Congresso Nacional, liderado por Eduardo Cunha (PMDB), votou a redução da maioridade penal um dia após a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171 ter sido derrotada em plenário. Ao todo, 513 deputados, em sua imensa maioria homens, brancos, com mais de cinquenta anos, protagonizaram um golpe na democracia e no futuro da já tão vulnerável  juventude brasileira.

Basta olhar para os dados: Quase metade (46%) dos adolescente entre 16 e 17 anos mortos em 2013 foram assassinados. É o que comprova o Mapa da Violência, estudo coordenado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz e divulgado nessa segunda-feira (29.6).

18 vozes adolescentes contra a redução da maioridade penal

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Brasil mata mais jovens negros da periferia

Por Brasil 247

Segundo dados do Mapa da Violência de 2014, a principal vítima é a juventude pobre e de baixa escolaridade; os homicídios de pessoas na faixa entre 15 e 29 anos de idade custaram ao Brasil cerca de R$ 88 bilhões em perdas no ano passado, ou 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB), mais que os R$ 82 bilhões estimados em 2013, conforme cálculo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

De acordo com o Mapa da Violência de 2014, a principal vítima de homicídios no Brasil é a juventude pobre e de baixa escolaridade. Entre 2002 e 2012 o número de homicídios de jovens brancos caiu 32,3%, enquanto a quantidade de jovens negros assassinados subiu 32,4%. Eles morrem no meio da rua, atingidos por disparo de armas de fogo, entre 20h e meia noite, nos fins de semana.

Os homicídios de pessoas na faixa entre 15 e 29 anos de idade custaram ao Brasil cerca de R$ 88 bilhões em perdas no ano passado, ou 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB), mais que os R$ 82 bilhões estimados em 2013, conforme cálculo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Leia aqui reportagem de Ligia Guimarães sobre o assunto, no Jornal O Valor Econômico.