‘População negra é a maior vítima na segurança pública’

Por Isabella Sander, Jornal do Comércio

Diante de um cenário de extermínio da população jovem e, especialmente, negra no Brasil, o governo federal tem focado na busca por diminuir os índices alarmantes, que apontam, por exemplo, que, em 2012, 56 mil pessoas foram assassinadas. Dessas, 30 mil eram jovens e, destes, 77% eram negros. Em março, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos denunciou o genocídio do povo negro no País, demandando uma posição da União. Em entrevista ao Jornal do Comércio, o secretário nacional de Juventude, Gabriel Medina, revelou que algumas medidas estão sendo planejadas, como o maior controle da União na área da segurança pública e a mudança de uma política que prioriza a investigação de crimes patrimoniais para uma que dê atenção principalmente a crimes contra a vida. Atualmente, menos de 8% dos casos de homicídios chegam a ser julgados.

Percebi o racismo com porta batendo na minha cara, conta Elza Soares

Por Juliana Cézar Nunes e Mara Régia, Agência Brasil

My name is now. Meu nome é agora, na tradução livre, é, ao mesmo tempo, um documentário e o sentido da vida para a cantora e compositora Elza Soares. A artista é uma das homenageadas da edição deste ano do Latinidades – Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. A exibição do documentário sobre sua trajetória de superações e o seu novo show A Voz da Máquina abrem hoje (22) a primeira noite do festival. O evento vai até o próximo domingo (26), em Brasília.

A cantora Elza Soares, faz show na abertura da oitava edição do Festival Latinidades, maior festival de mulheres negras da América Latina (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
A cerimônia de abertura da 8ª edição do Festival Latinidades, em Brasília, teve como destaque o show da cantora Elza SoaresMarcello Casal Jr/Agência Brasil

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Sob chuva, oito mil vão às ruas, em SP, contra redução da maioridade penal

Por Lúcia Rodrigues, Caros Amigos

Novo ato na capital paulista acontece no próximo dia 13. O protesto também lembrará os 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Aproximadamente oito mil pessoas, segundo os organizadores do ato, percorreram as principais avenidas de São Paulo, parte do trajeto sob chuva, no início da noite desta terça-feira, 7, para protestar contra a redução da maioridade penal aprovada na semana passada, em Brasília, após uma manobra do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conseguir reverter a rejeição da matéria. “Ô Cunha, pode esperar. A sua hora vai chegar”, foi uma das palavras de ordem mais gritadas pelos ativistas durante a passeata, para expressar a indignação com a postura do parlamentar.

MaioridadePenal-Protesto-SP-jun-2015 - Caros Amigos Lúcia Rodrigues

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O discurso político de Emicida na Virada Cultural

Por Redação, Revista Fórum

“Aos bunda mole, um aviso: não é por que a gente tá sonhando que a gente tá dormindo”, afirmou o rapper em um discurso que abordou a violência contra a mulher e a violência policial, o racismo, a redução da maioridade penal e a greve dos professores em São Paulo; assista na íntegra

O rapper paulista Emicida, que desde o início da carreira se posiciona publicamente em relação a temas políticos e sociais, usou seu show na tarde deste domingo (21) da Virada Cultural, em São Paulo, para fazer um discurso que abordou temas que vão desde o racismo, passando pela violência policial e contra a mulher, até o tratamento dado pelo governo paulista à greve dos professores da rede estadual.

Emicida - Virada Cultural 2015 - Revista Fórum

Foto: Revista Fórum

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Racismo gera violência contra jovens negros, diz ministra

Por Portal O Vermelho

A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Nilma Lino, esteve novamente da Câmara, este mês, desta vez na audiência pública promovida pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência contra Jovens Negros, na quinta-feira (21). E reafirmou que a mortalidade dos jovens negros demonstra o racismo existente no Brasil. Segundo ela, uma média de cinco jovens negros são assassinados a cada duas horas.

Segundo a ministra Nilma Lino, é preciso reconhecer que existe racismo no Brasil para poder combatê-lo. 

Segundo a Ministra Nilma Lino, é preciso reconhecer que existe racismo no Brasil para poder combatê-lo. Foto: Agência Câmara

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Discurso de ódio na internet agora pode ser denunciado em site do governo

Por Jornal GGN, Luis Nassif Online

O governo federal, chefiado por Dilma Rousseff (PT), lançou na terça-feira (7) o site Humaniza Redes. O portal funcionará como uma “ouvidoria dos direitos humanos” na internet, e faz parte do Pacto Nacional de Enfrentamento às Violações de Direitos Humanos. Segundo a presidente, a ideia é fazer com que os espaços virtuais sejam permeados por mais respeito à diversidade de opiniões e que as denúncias de atentados contra as minorias sejam encaminhadas às autoridades competentes.

“As redes sociais têm sido palco de manifestações de caráter ofensivo, preconceituoso, discriminatório, de grave intolerância. Escondidas no anonimato que as redes sociais permitem ou no distanciamento que promovem, algumas pessoas se sentem à vontade para expressar todo tipo de agressão e difusão de mentiras, ferindo a honra e dignidade de outras pessoas. Usam a extraordinária liberdade de expressão da internet para massacrar direitos”, disse Dilma, durante a cerimônica de lançamento do projeto.

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Criolo: a certeza na quebrada é que você vai ser nada

Ao lado do pai, Cleon, o rapper Criolo, nascido na Favela das Imbuias, zona sul de São Paulo, fala sobre desigualdade social, sobre a falta de perspectiva dos jovens da periferia, preconceito e racismo. E conta como seu pai, ao levá-lo para ser socorrido num hospital após um acidente doméstico, foi acusado pelos próprios funcionários do hospital de tê-lo sequestrado.

Fonte: Ponte Jornalismo

Rolezinho de A a Z

Ainda está confuso entender o que é um rolezinho? Não faltam argumentos das mais variadas naturezas para dizer que esses jovens que “invadem” os shopping centers estão errados. Já tem gente se vestindo de Batman para proteger os cidadãos e seus ouvidos contra o rolezinho, o funk, o funk-ostentação, a Copa do Mundo… O Brasil está em transe e os jovens não querem nem saber se os governantes vão criar rolezódromos, centros culturais ou que tais para preservar a segurança e o sono das “pessoas de bem” nos templos máximos do consumo de “classe”. Mas como assim?, se as propagandas nos bombardeiam a todos, diariamente, para consumir, consumir e consumir?

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Não consigo respirar…

 Por Mauricio Pestana *

O assassinato de um jovem negro nos Estados Unidos por um policial branco, que foi absolvido, virou motivo de protestos unindo negros e brancos na Europa e EUA como há muito tempo não acontecia. E o Brasil, segunda nação mais negra do mundo como se coloca neste contexto?

Carta Capital - De Ferguson a São Paulo

Foto: Carta Capital

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É preciso transformar o comportamento da sociedade, antes que seja tarde

Por Mônica Francisco*

Algumas questões têm de fato de serem recorrentemente trazidas para nossa reflexão e discussão em diversos setores em nossa sociedade. Desde as sagradas paredes de nosso lar até as instâncias mais coletivas e plurais. Duas notícias me chamaram a atenção nesta semana. Na verdade muitas, mas estas duas são para mim, e penso que para muitos de vocês que acompanham a coluna e são leitores deste veículo, particularmente incômodas e dramáticas, para não dizer trágicas até.

Prisão - EBC

Foto: 710928003/Creative Commons

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