É preciso refletir: Colocar mães na cadeia também pune os filhos

Por  Kim Bellware, Brasil Post

Faz dois meses que Malik, de 13 anos, deu o último abraço em sua mãe. Ele teve a rara oportunidade recentemente, mas primeiro teve de ir até o estacionamento de um shopping center no sul de Chicago, andar três horas de ônibus e passar pela segurança da prisão Decatur Correctional Facility no Estado de Illinois.

“O mais difícil é não falar com ela. Ela era uma pessoa muito engraçada”, disse Malik sobre a mãe, Latonya, cujos representantes legais pediram que seu sobrenome não fosse revelado, para proteger a segurança dela. Latonya está presa em Decatur há dois anos. “Sinto falta de suas piadas, suas risadas”, disse Malik, que vestia uma camisa branca e uma pequena cruz de ouro em sua visita no sábado. “Sinto falta de tudo.”

Malik está entre as mais de 2,7 milhões de crianças americanas que têm um dos pais na prisão, segundo os dados mais recentes da Pew Charitable Trust. Dito de outra maneira: se todos os filhos do país que têm um dos pais preso morassem numa cidade, ela seria a terceira maior dos Estados Unidos.

malik e a mãe
Malik, 13, abraça sua mãe, Latonya, pela primeira vez em meses, durante uma visita à Facilidade de Decatur Correctional em Decatur, Illinois.

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Sociedade de consumo também leva ao crime, diz socióloga

Por Manuela Azenha, Brasileiros

Para a socióloga Rosana Schwartz, assim como para a maior parte dos especialistas em direitos humanos, está provado que a redução da maioridade penal não é resposta para reduzir a criminalidade. Professora de Sociologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Rosana argumenta que a cultura do consumismo nunca esteve tão aguçada. Apesar de ter havido maior inclusão social no Brasil nos últimos anos, a crescente necessidade de afirmação do indivíduo por meio da aquisição de objetos faz com que a violência continue aumentando no País. Abaixo, trechos da entrevista com Schwartz à Brasileiros para a série semanal sobre o tema:

Rosana Schwartz - Revista Brasileiros

Foto: Reprodução FB

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Mudança do ECA atinge 2,8% dos infratores detidos em São Paulo

A proposta aprovada na terça-feira (14) no Senado impõe punição para um universo maior de adolescentes em comparação com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tramita na Câmara dos Deputados. Os senadores aprovaram aumento do tempo de internação para todos os jovens, entre 12 e 17 anos, envolvidos com crimes hediondos e homicídios simples, enquanto a Câmara quer punir como adultos apenas os adolescentes de 16 e 17 anos flagrados em atos da mesma natureza, mais casos de lesões corporais graves. A lei que avançou no Senado corresponde ao perfil de 2,8% dos adolescentes condenados na Comarca de São Paulo. A PEC da Câmara atingiria 2% dos menores.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) - Lia de Paula/Agência Senado

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL)

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Human Rights Watch publica carta contra a redução da maioridade penal

Por Redação, Carta Capital

Para a entidade, a medida coloca em risco os esforços para reduzir a criminalidade, ao invés de fortalecê-los

José Cruz/Agência BrasilCaminhada-contra-redução

Em Brasília, população pede mais escolas e menos cadeias em caminhada contra a redução

A Human Rights Watch enviou na terça-feira 9 uma carta ao Congresso pedindo que rejeitem a redução da maioridade penal. A proposta de emenda constitucional visa permitir que adolescentes de 16 e 17 anos sejam processados e julgados nas varas criminais comuns, ao invés de responderem por seus atos perante o sistema socioeducativo. Se condenados, os jovens serão encarcerados junto a adultos.

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