O Genocídio da população negra no Brasil

Em 2010, 71% dos(as) brasileiros(as) assassinados(as) eram negros, sendo que entre a população jovem esse valor sobe para 75%. Quando se olha para a taxa de pessoas assassinadas a cada 100 mil habitantes, o número de jovens negros assassinados é mais do que 2,5 vezes maior do que o número de jovens brancos assassinados.  Somado a isso, nota-se que a quantidade de negros assassinados aumentou 5,6% no período de 2002 a 2010, enquanto que a taxa entre os brancos caiu 24,8%. Em 2010, 96 negros morreram assassinados por dia. Esse valor é 132,3% maior do que para os brancos.
O Genocídio da população negra no Brasil - Eu quero que desenhe

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Porque ser contra a redução da maioridade penal

Os jovens brasileiros estão sofrendo mais um duro ataque. Há uma ofensiva para alterar a lei e reduzir a idade com a qual uma pessoa pode ser presa como adulta. Hoje essa idade é de 18 anos, mas alguns querem que passe a ser 16. A grande mídia se esforça em fazer com que a população brasileira acredite que o problema da violência no Brasil é decorrente do fato de jovens com menos de 18 anos não serem presos como adultos. Mas, será que é isso mesmo?
Porque ser contra a redução da maioridade penal - Quer que se desenhe

Entidades se posicionam contrárias ao debate eleitoreiro sobre a redução da maioridade penal

Já são 104 organizações que se posicionam em repúdio ao debate eleitoreiro sobre a redução da maioridade penal. Adesões estão abertas!

Em período eleitoral, o tema da redução da maioridade penal tem sido, comumente, utilizado por candidatos como alternativa para solucionar o problema da violência no país. Contrários a estes discursos, 104 organizações lançaram nesta quinta-feira, 16, um manifesto onde repudiam a ação destes candidatos. No documento, as organizações ressaltam alguns pontos importantes para o debate, destacando que a redução da maioridade penal é um retrocesso para os direitos humanos de crianças e adolescentes.

Mundial de Futebol de Rua 2014

Foto: Mundial de Futebol de Rua 2014

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“Preso, aprendi cedo tudo sobre crime e roubo”

O escritor Luiz Alberto Mendes Jr. passou por instituições socioeducativas como adolescente em infração e como professor. “Reduzir a maioridade penal não resolve”

Quando eu era menino, a Carteira de Trabalho do Menor era cedida aos 14 anos. Com uma autorização assinada pelo meu pai, contudo, comecei a trabalhar aos 12. Havia fugido de casa com 11 anos, fui capturado pela polícia e, depois de 3 meses em uma prisão para menores de 14 anos, levaram-me para casa. Depois da surra de praxe, veio ultimato de meu pai: “vai trabalhar, eu não quero vadio em casa”. Escola era o fim do mundo para mim. Os professores batiam, nós alunos brigávamos entre nós, era tudo um inferno. Fui então atrás de trabalho, mas acabei ficando pela rua novamente.

Carta Capital redução da maioridade penal

Foto: Arquivo pessoal –  “Aqui estou eu, no Instituto para Menores Delinquentes de Mogi Mirim (à direita, à frente), preso, aos 16 anos junto com meus ‘sócios’. Todos foram mortos antes de chegarem ao 18 anos, sou o único sobrevivente”

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Todos os países que reduziram a maioridade penal não diminuíram a violência

Por Frei Betto

De que adianta? Nossa legislação já responsabiliza toda pessoa acima de 12 anos por atos ilegais. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, o menor infrator deve merecer medidas socioeducativas, como advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviço à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação. A medida é aplicada segundo a gravidade da infração. Nos 54 países que reduziram a maioridade penal não se registrou redução da violência. A Espanha e a Alemanha voltaram atrás na decisão de criminalizar menores de 18 anos. Hoje, 70% dos países estabelecem 18 anos como idade penal mínima.

Levante popular da juventude

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