Filme “De Menor” retrata situação de adolescentes no sistema penal

Primeiro longa de Caru Alves de Souza traz discussão sobre o julgamento de menores de idade e exclusão

Por Amanda Secco

A cidade de Santos, no litoral paulista, é palco da discussão sobre o tratamento de menores de idade no sistema penal brasileiro em novo filme da paulistana Caru Alves de Souza, que estreia seu primeiro longa-metragem como diretora – o filme entra em circuito no dia 4 de setembro. “De Menor” conta a história de Helena (Rita Batata), uma advogada que atua no Fórum de Santos e defende meninos e adolescentes pobres. Ela mora apenas com seu irmão Caio (Giovanni Gallo), um menor de idade de classe média, que ao cometer um delito, muda a dinâmica da trama.

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Redução da maioridade penal para adolescentes: os riscos do oportunismo

Por Carlos Jáuregui

“Pode até piorar a situação da segurança”. Essa foi uma resposta frequente entre entrevistados para esta reportagem frente a um cenário de diferentes projetos de emenda que propõem o mesmo tratamento criminal para adolescentes e adultos. A principal motivação para uma mudança dessa natureza seria o enfrentamento à violência que, em certas situações, envolve a participação de pessoas com menos de 18 anos. A partir daí, algumas propostas propõem que a maioridade penal seja reduzida para 16 anos, enquanto outras sugerem 14, 13 e até 11 anos de idade. Mas seria esse o caminho mais adequado para garantir uma sociedade mais justa e segura?

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Eu negra.

Por Vanessa Rodrigues

Não vou começar esse texto dizendo que sou filha de mãe branca e pai negro, porque até é um pouco isso, mas não bem assim. Minha mãe é o que costumamos chamar de morena com o cabelo liso, numa aparência mais indígena (e sabemos que cabelo liso automaticamente branqueia um brasileiro). Meu pai era negro, mas com traços caucasianos (ou “finos” como dizem, ao descrevê-lo). Ele, sim, filho de pai branco e mãe negra.

E nasci eu, uma criança “embaralhada nesse ser-não-ser negra”, como perfeitamente definiu Lia Siqueira (“Nós resistimos, negra soy!”). Assim vivi minha infância: podendo ser considerada fenotipicamente branca, de pele clara (fui chamada de galega por anos), cabelos bem cacheados castanhos quase loiros (“cachinhos de ouro” foi meu apelido dado por minha avó), mas com traços de negro: nariz e lábios “grossos”, por exemplo. E, à medida que o tempo ia passando, no corpo também a minha miscigenação ia se pronunciando mais ainda. Não a toa fui uma criança hipersexualizada. O assédio de rua que sofri começou cedo: 9 anos é minha lembrança mais remota. Hoje, tenho plena clareza que isso também passava pelo racismo.

Eu negra

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Genocídio no Brasil, um Estado que mata e deixa morrer

Adolescente negro decidiu estudar para entender por que seus amigos de infância estavam desaparecendo. Aos 17 anos, morador de Poá, na Grande São Paulo, inventa formas de fugir das estatísticas

Cassiano* percebeu que havia algo de estranho quando seus amigos começaram a desaparecer. A vida seguia normal no afastado bairro Cidade Kemel, em Poá (SP), mas de repente as conversas na rua ficaram escassas e o campinho de várzea esvaziou. Aos 17 anos, o estudante inventa formas de fugir das estatísticas. Negro e morador de um bairro marcado por altos índices de violência, ele sabe que já é um sobrevivente.

Primeiro Cadastro Nacional dos Conselhos de Direitos

 

Atenção, Conselhos de direitos da Criança e do Adolescente!

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) querem conhecer os perfis dos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente de todo Brasil.  Para tanto, realizam o Primeiro Cadastro Nacional dos Conselhos de Direitos. Até o dia 5 de outubro, um conselheiro ou servidor de cada Conselho Estadual e Municipal deve fazer o cadastramento por meio do endereço eletrônico: http://goo.gl/RmX9O5.

 
Cadastro Nacional dos Conselhos de Direitos

 

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